27.1.09

Talvez


Tal vez no haya estado contigo en tus malos momentos, en los que lo unico que querias era escapar.. Tal vez no haya vivido contigo tus emociones, tu felicidad y alegrias.. Tal vez no te haya conocido lo suficiente como para ser confidente de tus secretos, de tus problemas, de tus miedos... Tal vez no haya sentido tu calor entre mis brazos, la dulzura de tus besos, el fuego de tu mirada..
Pero tal vez lo unico que necesite para experimentar todo eso sea una oportunidad.

26.1.09

Pensamentos inúteis


Entra em casa, silenciosamente, fechando a porta levemente atrás de si. O cheiro a rosas da casa que voa sorrateiramente no ar entra-lhe pelo nariz, pé ante pé, ele caminha até ao quarto sem fazer qualquer barulho, mesmo não estando ninguém em casa. Uma vez com a porta fechada, pousa mala e descalça os sapatos, retira o relógio de pulso e suavemente senta-se na cama. O sorriso que trazia consigo na cara, é rapidamente removido, acabando com a farsa de um dia feliz, ele sabia que estava mal, mas não o podia mostrar. No fundo do silêncio, começa a soluçar, e uma lágrima desce-lhe do olho, tocando levemente na pele, deslizando pela bochecha e caindo levemente nos lábios. O cheiro das rosas vem novamente, criando uma atmosfera harmoniosa de tristeza e lágrimas. Começa então a recordar tudo o que se passou, e passa a sua volta, aquela tristeza profunda devia-se não se devia ao mau tempo, nem notas, nem mesmo à família, mas sim a uma só pessoa, a alguém que ele não tinha coragem de revelar os seus pensamentos. Esse alguém que ele via de longe, esse alguém que o matava silenciosamente por dentro, esse alguém com quem palavras era trocadas vezes sem contas, talvez sem sentido. Olhares que por vezes eram longos, ou curtos e tímidos. Passando as mãos pelo cabelo, recorda-se do sorrisos disfarçados quando a via chegar, fazendo com que reparasse que ele ali estava. As vezes que falou mais alto, que andou mais rápido para que se tornasse visível aos seus olhos. A dor atravessara-lhe a espinha seguida de um arrepio. Pode ser que tais ideias tenham resultado, mas ele não sabia, pois ler a mente dos outros era algo que não conseguia fazer. Rindo-se baixinho de todos os momentos passados, um sorriso mínimo vem-lhe à cara, voltando a desaparecer rapidamente. Mais um dia passara, e ele no seu quarto, no seu mundo tenta construir uma barreira que o faça sentir-se protegida dela. Serenamente deita a cabeça no travesseiro. Dormindo um sono não infinito, nem profundo, mas um sono que o faça esquecer por momentos toda aquela agitação que se passa na sua mente. Talvez com o sonho, onde pode ser livre, a faça voar sobre tudo alterando o que é mau. Voando sobre pensamentos inúteis.

18.1.09

Esperança


Sou a única pessoa neste mundo que recebe um “não” e continua tendo esperanças. Esperanças mesmo que mortas, mesmo que sem sentido, mesmo que só minhas, sem ninguém para realiza-las. Não consigo parar de querer. Posso receber todos os “não” do universo, sempre vai ter algo dentro de mim acreditando que um dia, irá virar “sim” aquele “não”. Essa esperança dentro de mim cresce a cada sonho que tenho, mesmo quando tenho aqueles sonhos impossíveis, sempre está aqui dentro de mim. Não sei como parar de dizer isto, mas é que eu acho isto quase maluco em mim. Dizem que a esperança é a única que morre, mas no meu caso ela é sempre imortal.

12.1.09

O segredo...


Com o tempo vou percebendo que para ser feliz com outra pessoa, preciso em primeiro lugar, de não precisar dela. Preciso também de perceber que aquela pessoa que eu amo ou penso que amo, e que não quer nada comigo, definitivamente, não é a pessoa da minha vida. Preciso de aprender primeiro a gostar de mim, a cuidar de mim e, principalmente, a gostar de quem também gosta de mim. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até mim. No final de contas, eu vou achar não quem eu estava procurando, mas quem estava procurando por mim...

11.1.09

Mudança.


Era uma vez,uma ilha onde moravam os sentimentos. Um dia houve um aviso:a ilha iria afundar.

Todos os sentimentos se apressaram para sair da ilha, pegaram nos seus barcos e partiram,mas o Amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse.

Quando estava quase a se afogar, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza num barco lindo e o Amor disse:
-Riqueza levas-me contigo?
-Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para ti!

Então pediu ajuda a Vaidade, que tambem vinha passando:
-Vaidade, ajuda-me!
-Não posso ajudar Amor,tu estás todo molhado e poderias estragar o meu barco.

Veio passando a Tristeza e o Amor pediu-lhe ajuda:
-Tristeza, deixas-me ir contigo?
-Oh! Amor, estou tão triste que quero ir sozinha.

Aí passou tambem a Alegria, mas estava tão alegre que nem viu o Amor chamar.

-Vem Amor eu levo-te! Era um velhinho.
O Amor ficou tão feliz,que se esqueceu de perguntar o seu nome. Chegando do outro lado da ilha ele perguntou à Sabedoria quem era aquele velhinho. Respondeu a Sabedoria:
-Era o Tempo.
-O Tempo?Mas porque o Tempo me trouxe?
-Porque somente o Tempo é capaz de amenizar as inquietudes da vida e entender um grande Amor.

10.1.09

A doenca e a sua metáfora


Por dias e noites,olhei na minha dor com olhos de morte. Sucumbi, chorei com esta triste surpresa .Dor progressiva rasgando meu peito, meu cérebro, minha vida. Fiquei calado, sentindo o fardo, lambendo a ferida. Na dor, perdi até a minha própria poesia. Uma infecção em mim mesmo. Ela está ainda aqui lutando com os meus ossos,mordendo minha paz, mas a luta não está mais desigual. Brigo com ela através do meu sangue. Brigo, discuto, bato nela e pela janela, observo que o mundo continua o mesmo. Apenas eu parei neste meu terremoto particular, apenas eu fiquei cara a cara com o furacão.
Fiquei pensando nesta minha vulnerabilidade diante da dor e da doença. Fiquei questionando o que esta experiência quer dizer-me. Sei que a doença pode ser uma ocasião de despertar e, sinceramente, creio que a minha está gritando:”pára, olha para ti mesmo”.
Sei que esta minha doença é a minha metáfora. É um momento para eu me afastar do mundo e mergulhar nos braços dos que me respeitam. Sei também que esta dor revela o quanto preciso das pessoas, o quanto ter alguém do meu lado seria importante. Não sou uma ilha, da mesma forma que dependo das pessoas, o meu trabalho também depende de mim. Faço falta de alguma forma.
Há uma objetividade nesta doença, um sentido que estou procurando dar. Tenho pensado no passado, reavaliado atitudes e esquecido o futuro. Estou permitindo que ele siga sem a minha presença constante. Tenho sentido a necessidade de saborear a alegria que o meu corpo proporciona e,sobretudo, tenho refletido sobre a doença e a libertação que ela pode trazer, ainda que seja na restrição.
Agora, resta-me a mim a espera e o tempo para que a cura chegue e, finalmente, eu possa voltar ao activo, trabalhar, sair. Creio que muitas pessoas doentes contam com o tempo também. Enquanto o momento certo não chega, meu corpo diz ao mundo que esta é a minha hora de descanso. Vou aproveitar então para olhar para dentro e dormir abraçado com o meu coração.

7.1.09

E se eu...


Se eu morrer antes de ti, faz-me um favor:
Chora o quanto quiseres, mas não discutas comigo.
Se não quiseres chorar, não chores;
Se não conseguires chorar, não se preocupes;
Se tiveres vontade de rir, ri;
Se alguns amigos contarem alguma coisa a meu respeito, ouve e acrescenta a tua versão;
Se me elogiarem muito, corrige-lhes os exageros.
Se me criticarem muito, defende-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostra-lhes que eu de santo tinha pouco, e estava longe de ser o santo que descrevem;
Se me quiserem mostrar como um diabinho, mostra-lhes que eu talvez tivesse até um pouco de diabinho, mas que a minha vida inteira eu tentei ser um bom amigo...
E se tu tiveres vontade de escrever alguma coisa sobre mim, escreve apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"
Aí, então derrama uma lágrima...
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
Gostaria de dizer-te para que vivas como quem sabe que vai morrer um dia, e que morras como quem soube viver bem a vida.
A amizade só faz sentido se conseguirmos trazer o céu para mais perto de nós, pelo menos é o que eu penso.
Mas, se eu morrer antes de ti, acho que não vou estranhar o céu.
"Ser teu amigo, já é um pedaço dele..."

2.1.09

O verdadeiro amor...


As paixões passam e as ilusões desaparecem, mas o verdadeiro amor jamais morre. A cada dia, a cada sorriso e a cada palavra sentimo-nos mais fortalecidos. Quando se percebe realmente que se ama, nós mudamos completamente. Parece que a felicidade nos invade por todos os lados.

O verdadeiro amor é construído com o tempo e em bases sólidas, cheias de certezas e carinhos um pelo outro. Pode ir surgindo do nada, nascido de um sorriso ou comentário tonto e se edificar aos poucos. Devagar vamos conhecendo a outra pessoa, se aproximando cada vez mais e querendo estar sempre ao lado dela. Algo puro e envolvente nos invade. Estar ao lado de alguém sem receios é um dos grandes encantos que a vida nos oferece.

A certa altura nós dois já não conseguimos disfarçar a alegria por estarmos juntos. Quando nos encontramos só conseguimos nos olhar. Quando estamos distantes sentimos falta um do outro, mas o verdadeiro amor faz com que, nesses momentos, nos sintamos ainda mais fortalecidos, pois a distância mostra que, quando se ama, se confia. Quando chega a hora do reencontro, os dois se sentem muito mais unidos.

Quando se percebe realmente que se ama, as palavras às vezes se tornam desnecessárias: basta um olhar, um sorriso, um mimo.
Enfim, basta o interesse mútuo, que é traduzido em paz, alegria, harmonia.