31.10.09

Amores...


Não tenho tido inspiração para falar de assuntos do coração. Falta-me a concentração.
O que não me falta, nunca, é a certeza do que me une a ti. Nunca.
Tanto tempo volvido, mais todas as histórias que ficaram por contar àqueles a quem não lhes pertenciam.
São nossas. Só minhas e tuas. Não são de mais ninguém.
Somos grandes. Somos, sim. Somos bons juntos. Sempre fomos. Nunca o deixamos de ser. Berramos o nosso amor ao vento. Calados, mais uma vez. Sempre no cimo de dois olhares apaixonados. Os nossos. Aquele olhar que nos protege de tudo o que é mau no mundo. O teu.
Já ele, o vento, encarregou-se de levar os nossos gritos até longe. Até quem queria e até quem não queria ver. Até àqueles que sabendo, fecharam os olhos. Não tinham medo, mas inveja de assistir.
Sentimentos assim, tentam chegar até nós pelos pés. Rasteiros. E perdem-se pelo caminho. Quebrados. Esquecidos.
Aquilo que somos está guardado, bem guardado, no meio daquilo que somos. Dentro daquilo que nunca deixamos de ser.
Gosto de ti assim. Gosto-te mais. E porque as nossas profecias se têm realizado.
"We'll always have each other when everything else is gone".
Obrigada.

Cacos...



A minha vida desfez-se em mil cacos...
Para onde quer que olhe só vejo destruição,
Cinzas e poeiras daquilo que foi uma relação.
O meu peito dói, tenso e magoado
Como se um punhal o tivesse atravessado
E por dentro estivesse a rematar um passado.
Ah como é duro e cruel o triste destino
A que tu me condenaste. O que te faltou?
Amor? Carinho? Não chega o que te dou?

O que procuras?
Sexo e aventuras?
Palavras frias e duras?

Eu, para te oferecer, só tenho calor
Daquele que emana da paixão maior,
Não apenas o do corpo e do suor...
E em ti apenas procuro carinho, atenção
Qualquer que seja a forma de retribuição
Desde que seja natural, do coração.

Quero limpar o pó e reunir todos os cacos
E recomeçar a edificar a minha vida.
Contigo ou sem ti, vou juntar todos os pedaços
Uma nova aventura, uma nova partida.

Mas quero que saibas que ainda te amo
E isso eu jamais poderei ignorar...
Da minha vida és o principal ramo
Ou de ti cuido, ou terei de te cortar...

Porque sofrimento vão não constrói
E tenho de enverdar pelo meu caminho,
Se comigo não vieres o coração dói,
Se me acompanhares terás o meu carinho.

1.10.09

Sin miedo a nada...


Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas,
más me callo y te marchas,
mantengo la esperanza
de ser capaz algún día
de no esconder las heridas
que me duelen al pensar que te voy queriendo cada día un poco más
¿Cuanto tiempo vamos a esperar?
Me muero por abrazarte y que me abraces tan fuerte,
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho, hasta que el sol aparezca.
Me voy perdiendo en tu aroma,
me voy perdiendo en tus labios que se acercan
susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,
voy sintiendo el fuego en mi interior.
Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.
Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente,
me muero por intrigarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,
sentir cada día ese flechazo al verte,
¿Qué más dará lo que digan?¿Qué más dará lo que piensen?
Si estoy loco es cosa mía
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,
vuelvo a ver brillar la luz del sol.
Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.

( Alex Ubago )

Febe...


Febe, com cerca de 110 km de raio, é a mais exterior das grandes luas de Saturno
. A sua órbita
retrógrada dista de Saturno, em média, cerca de 13000 milhões de quilómetros, e assenta num plano muito mais próximo da eclíptica
do que do plano equatorial de Saturno. Febe perfaz uma rotação em torno do seu eixo em nove horas – ao contrário de quase todos os outros satélites de Saturno, não apresenta sempre a mesma face ao planeta
.

As características orbitais invulgares de Febe sugerem que esta lua não se formou a partir de matéria local, aquando da formação de Saturno, mas é antes um produto da nebulosa solar
e terá sido, mais tarde, capturada pelo campo gravítico do planeta gigante. Duas cartas publicadas na revista Nature de 5 de Maio vêm confirmar, através da composição de Febe, esta teoria antiga.

A sonda Cassini-Huygens (NASA/ESA) passou por Febe a 11 de Junho de 2004, no seu caminho para Saturno. Até então, pouco se sabia sobre este pequeno satélite. Durante a aproximação, a Cassini obteve imagens pormenorizadas de Febe, o que permitiu aos astrónomos um estudo aprofundado desta lua. Resultados preliminares, com base na estrutura da superfície de Febe, indicaram logo que esta talvez tenha mais a ver com objectos da Cintura de Kuiper
do que com os outros satélites de Saturno (ver notícia de 05/07/2004).

Agora, a análise de todos os dados obtidos com 11 instrumentos da Cassini permite combinar os resultados sobre a estrutura da superfície, a massa
e a composição de Febe. A conclusão é que, de facto, Febe é muito diferente dos outros satélites gelados de Saturno, não só devido à sua invulgar órbita, mas também devido à sua composição.

A Cassini detectou a presença de diversos compostos consistentes com uma superfície de origem cometária, que incorpora matéria do Sistema Solar
mais exterior. Por outro lado, a proporção de rocha e de gelo em Febe não se assemelha à dos outros satélites de Saturno. A densidade
de matéria em Febe é consistente com a dos objectos da Cintura de Kuiper para os quais se determinaram densidades. A massa de Febe, combinada com o volume estimado pelas imagens, indica uma densidade de cerca de 1,6 gr/cm3: a matéria que constitui Febe é muito menos densa que a maioria das rochas, mas é mais densa que o gelo puro (que tem uma densidade de 0,93 gr/cm3). Este resultado sugere que a matéria de Febe é uma mistura de gelo e rocha em proporções semelhantes a Plutão e a Tritão, uma lua de Neptuno...

O infeliz regresso...



Tomei todo este tempo para refazer, tentar, refazer minha vida... Queria falar contigo, não talvez dizer palavras mas falar de coração para coração. Sabes, perco-me em frases soltas, palavras vazias em que amordaço a minha alma por medo, o medo de te perder. Queria não te fazer sofrer, queria dar-te um sorriso em cada raio de sol. Às vezes sinto-me desajeitado, frio porque calo na minha boca as palavras que quero soltar. Sou louco talvez mas se amar é ser louco eu perdoo a mim mesmo a loucura que sinto quando te apossas de mim. É breve a madrugada quando o dia nasce no sol do teu sorriso e doce a noite quando embalada ainda no calor da tua ternura. Deveria gritar o quanto te amo e não me calar, não ficar impávido e sereno, quando o amor dói é fogo no fundo da minha alma. Dói cada palavra que te fere, cada lágrima que soltas dói dentro de mim, um perdão que preciso mas cujas palavras me escapam e eu não sei pedir, ou temo pedir. Amo-te em cada minuto que passa, em cada hora sem ti, em cada grito preso no calor do meu peito. Amo-te! Deveria gritar-te a cada instante, fazer desse sentimento a luz para guiar os meus passos. Sou teu, rendo-me a ti, à força de um amor que não nego, à dor de te fazer doer quando o meu medo me cala, quando o ciúme me vence e cai a noite sobre meus olhos fechados. Amo-te! Mas será que preciso dizer-to, será que não sentes em mim o fogo preso de um desejo que de tão latente é loucura, caiem-me muitas vezes lágrimas, mas essas não são de dor são lágrimas de ternura que coloco a teus pés, oferta de um amor que me transcende, de um amor que me possuis, em que eu possa escolher o querer ou não amar-te, Amo-te como à vida mais do que à vida, porque eu não tenho vida se te afastas de mim. Amo-te num sentimento sincero, num estado de alma pleno que não tem principio nem fim. E tu amor és só minha trago-te no peito guardada por muitas lágrimas, Senhora da minha vida, amor que desafia a morte porque respiro em ti o ar que me faz viver, morrerei sim para sempre no dia que definitivamente sem saber o destino me enfrente e me obrigue a te perder...

16.7.09

Amor


Se tu não tens mesmo a certeza que é amor o que estás sentindo, não te preocupes. A melhor coisa sobre o amor é sua constante incerteza. Um dia estás seguro, sabes exatamente o que está se passando contigo, então numa semana inteira de angústia, tua certeza desaparece e tu não tens mais certeza de nada.

Um dos grandes mitos que nos engana muito, é como saber quando o amor verdadeiro chega; outro é, se não sentimos aquela descarga elétrica que nos tira a respiração, então não é amor; e um terceiro é a existência da “Pessoa Certa”.

E nada disso é verdade…

Namorar é muito divertido e romântico, mas eu descobri que para muitos casais o namoro é uma fonte de angústia, por causa do medo da rejeição e da solidão.

O mito do “Amor Romântico” é o que causa mais sofrimento, pois hoje em dia ninguém demonstra o romantismo que tem dentro de si, para não se tornar uma pessoa “babada”, e é essa expectativa do amor romântico que deixa as pessoas solitárias e inseguras. E o mais interessante é que somos nós mesmos os responsáveis pela manutenção desse mito, somos nós que damos a expectativa que o mesmo terá.

E ninguém tinha me dito que eu passaria o tempo avaliando as diferenças que me separavam da pessoa que talvez eu estivesse amando. Ficamos todo o tempo tentando descobrir qual é a natureza do amor verdadeiro, isto magoa as pessoas e aumenta as dúvidas a respeito dos sentimentos dedicados a elas. Muita gente pensa: … se tivesse encontrado a pessoa realmente certa, não estaria em conflito com ela o tempo todo…

22.4.09

Pensar en ti...


Comerme la sopa de letras con el diccionario en la mano, para no cometer ninguna errata, mientras busco tu nombre en el plato.
Buscar en tu espalda la fecha de caducidad escrita en el dorso, saboreando todos los gustos posibles mientras la beso.
Sazonar todas nuestras comidas con la sal de mis lágrimas, esas de felicidad que ruedan por mi cara con solo pensarte.
Abrazarme fuertemente a ti, por temor a dar un paso y caerme por el borde de este planeta de ilusión.
Estarme horas y horas mirándome en el espejo del mar, tratando de verte reflejado en las niñas de mis ojos.
Caminar por las calles hacia atrás, para intentar regresar siempre al mismo lugar, donde te vi la primera vez y volver a conocerte mil veces.
Hacerme pequeño, muy pequeño, para poder esconderme en el bolsillo de tu jacketa y sentir tu corazón.
Meter a la noche en la lavadora y lavarla con agua muy caliente, hasta que encogiera al tamaño de tu cama.
Planchar tu ropa dibujando corazones, para llenarla de tanto amor, que te sirva de escudo ante cualquier pena.
Perfumar al viento con tu olor, para que me envuelva tu presencia siempre y en cualquier lugar.
Escribir en las nubes de tu cielo mi nombre, para que cuando mires hacia arriba me pienses.
Buscar ese trébol de cuatro hojas que esconden los duendes de mi bosque, para tu suerte y la mía.
Aprender todos los idiomas del mundo, para decirte, como el eco de las simas, te quiero, te quiero...
Todo esto y mil tonterías mas, porque esta enfermedad del amor, tiene unos síntomas incurables, sin mas antídoto conocido que inyecciones de pasión y ternura que hacen mas llevadera la convalecencia.